segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Bairro Alto


- É ali, sobe aquela rua.
- Esta aqui?
- Sim, esta, sobe!
- Onde é que ponho o carro?
- Ali não, vais ser multado.
- Ai a merda! Onde então?
- Vamos pôr no parque.
- Pagas tu, não?
- Tu tens Via Verde...
- Chulo de merda!
- Não sejas forreta, pago-te um shot.
- Continuas a ser chulo.
- Cala-te... olha, estaciona ali! Que sorte...
- Ainda me riscam o carro.
- É a vida!
- Onde é que vamos?
- Vamos ao Maria Caxuxa.
- Isso é caro.
- Mas tem gajas...
- Ok.
- Depois vamos ao Cena de Copos.
- Por mim... só quero é gajas.
- Tem calma contigo...

~

- Porra, nem se consegue andar!
- É sábado, querias o quê?
- Vamos ter com alguém?
- Não. Está tudo de férias.
- Ainda bem, assim atacamos melhor.
- És o pior.
- Não te cheira a 'ganza'?
- A morango é que não é de certeza.
- E viva o bairro...
- Bebes o quê?
- Uma caipirinha... para começar.
- Ok, então são duas.
- Olha para aquele cú...
- Oh, é uma tábua!
- Has-de me dizer onde é que é o teu caixote de lixo.
- Podes ir lá ver, 'tá lá a tua ex...
- Cabrão!
- Da nossa turma quem é que comias?
- A Neuza, sem dúvida!
- A sério? Porquê?
- Aquelas mamas...
- É só isso que tem.
- Pois é... mas são brutais.
- Gosto mais da Luísa.
- Coitada, essa voa com o vento!
- É linda!
- Experimenta atar-lhe dois cordeis aos braços... acho que ela dava um óptimo papagaio no Guincho.
- Cala-te, a miúda é linda!
- Gostas é de papagaios...
- Sim, porque a Neuza é um espectáculo! Tem um ar de saloia...
- Deixa ter... aquelas mamas...
- Pronto!
- Bem, esta caipirinha está forte.
- Ainda bem!
- Estes gajos devem aprender a espremer a lima na Moita!
- São brazucas...
- Podem ser brasileiros da Moita!

~

- Vamos ao Cena de Copos.
- Ok.
- Esta rua é só gays...
- Eles olham bué!
- Sim, porque tu és lindo de morrer...
- Rotos!
- Vá, pede dois shots...
- Peço já quatro, é melhor!
- Ok.
- Á nossa!
- Poooooorra! Isto era álcool etílico...
- Não sejas pussy.
- Para ser sincero, também comia a Neuza.
- Ah, é saloia mas comias.
- Sim.
- Eu também comia a Luísa... mesmo sendo um pau de virar tripa.
- Mas eu só comia a Neuza bem bêbedo!
- Eu só comia a Luísa bem longe do Guincho... ahahah!
- Mais quatro shots e duas caipis!


~

- Vamos dar aí uma volta!
- 'Bora!
- Bem, quem é que leva o carro?
- Eu 'tou bem... eu posso levar.
- 'Tás 'tás...
- 'Tou meu! Olha, vou cantar o hino a fazer o quatro!
- Pára de beber mas é!
- Pára tu...
- Quem é que comias mais?
- A Margarida.
- Ah, aí sim!
- Estamos de acordo? Um brinde ao álcool!
- Vamos ao Bedroom...
- É caro!
- Tu deves ser o maior forreta que conheço.
- Então pagas tu 4€ por uma cerveja!
- Continuas forreta.
- Meu, tou tonto...
- És sempre o mesmo... vai vomitar!
- Vai ter que ser...
- Mete os dedos à boca!
- Que nojo... bahhhh...
- Nunca mais venho ao bairro contigo.
- Vai à merda!
- Vamos embora.
- Ok!
- C'um caralho!
- O que foi?
- Riscaram-me a porta do carro!
- E viva o Bairro Alto.

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Chovem filmes a cântaros


Estava aqui a pensar na quantidade de filmes que repetem todos os anos, em feriados e especialmente na época natalícia. Será que há uma lei que obriga os responsáveis pelas televisões a repetirem os filmes até que o último português veja? Será que eles pensam que sofremos todos de Alzheimer e que o pessoal se esquece?

Passam o filme e pensam que gritamos de alegria.

- Boa! O Titanic outra vez! Mais três horas da minha vida à espera de saber se o barco se afunda!

Não há feriado em que não tenhamos de levar com o John Travolta e o Nicolas Cage. Aquele filme em que eles mudam a cara. O Face Off. Um daqueles filmes que faz a Lili Caneças ligar para o seu cirurgião a gritar:

- Estás a ver?! Estás a ver?!

O Forest Gump, o 60 Segundos – que já passou tanta vez que já se deve chamar “52 Horas e 60 Segundos”. A SIC, então, já repetiu tantas vezes os filmes do 007 que mesmo o senhor Arlindo Lopes, que mora perto de Manteigas, na Serra da Estrela, já sabe as falas de cor e salteado. Mesmo sem saber ler nem escrever.

Um actor qualquer graças à SIC tem uma carreira profissional preenchida.

- Então, quantos filmes fez?
- Quatro, mas dois deles a SIC passou umas 326 vezes. Portanto, é como se tivesse feito uns 401 filmes.

Sabem como é que me dou conta de que é Natal? Passa o Sozinho Em Casa. Mesmo que não houvesse decoração nas ruas, não houvesse Pais Natal nos centros comerciais… Passa o Sozinho Em Casa, é Natal.

A minha dúvida, a partir do Verão, começa a ser essa. Será que este ano o miúdo continua sozinho em casa? Começo a ter pesadelos com isso.
Acordo a meio da noite a gritar:

- Mas quantos Natais vai o raio da família esquecer-se do chavalo?

Ainda por cima com os escândalos que surgiram não há muito tempo, passarem um filme em que dois senhores de quarenta e tal anos andam uma semana a tentar agarrar um miúdo de seis. Não sei não! Só falta chamarem o filme de Sozinho em Casa… Pia!

Eu já estive a pensar muito, e cheguei à conclusão que isto de repetir filmes tem a sua lógica. Os senhores que controlam isto sabem que os portugueses têm um problema: Nunca sabem o nome dos actores e dos filmes.

- Bem, fui ver um filme com aquele… o… Aquele do cabelo assim, que andava no Ferrari. O que entrava no outro com aquela… A loira.

O português decora como eles têm o cabelo, o carro que conduziam, mas o enredo, o nome dos actores e do filme, isso não. Nomes de jogadores sim, nomes de actores de filmes não.
Não jogou no Sporting, no Porto, no Belenenses, nem foi transferido para o Benfica. É só… aquele… do cabelo assim.

Já imaginaram se o indivíduo que faz os relatos percebesse tanto de futebol como a maioria daqueles que vê os jogos percebe de cinema?

- E a bola vai nos pés daquele que tem o cabelo loiro. Passa para o outro que anda num Mercedes, atrasa para o moreno, aquele que entrou naquela equipa que… aquela que ganho o ano passado. Dribla e chuta, mas houve um que defendeu, é o… aquele que andava com… que saiu do… esse… o guarda-redes.

"Tudo de repente é oco -
Mesmo o meu estar a pensar.
Tudo - eu e o mundo em redor -
Fica mais que exterior."

quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Esburaca-me


Olá.

Ontem fui sair e conheci a nova namorada de um amigo. Reparei que ela a falar, volta e meia, babava-se. Ainda pensei que pudesse ser uma pastilha mal mascada, mas não, ela tinha um piercing na língua, que por acaso era enorme. Acontece que este meu amigo, em pequeno, era daquelas crianças que se queixam de tudo, do género: “Epá, isto tem natas”, “tem côdea”, “tem espinhas”…

Agora suspeito que cada vez que a beija deve dizer: “Uhhh! Tem ferro!”

Só espero que esse meu amigo não tenha a triste ideia de fazer um piercing na língua também. Como é que ele depois explica ao filho que não pode meter berlindes na boca?

E se ele fizer no… se ele, influenciado pela nova namorada, fizer um buraco no coiso? Quem é que faz um no coiso?

Um indivíduo destes vai ao urinol público…

- Pin, Pin, Pin, Pin, Pin!

Caso se trate de um senhor africano, é preciso ter cuidado, pois poderá entrar em despesa.

- Ó amigo, então você deixa-me cair o seu coiso assim e parte-me o urinol?

E estas coisas de piercings vêm alterar por completo as nossas relações… para sacar uma miúda já não é preciso muita conversa… basta um íman!

- Ouve lá, como te chamas?
- Eu sou a Rita…
- Então ‘bora…
- Ah! Ah! [Com a língua de fora, e a ser arrastada discoteca fora] Diz-me pelo menos o teu nome!

Com tantos parafusos e platina nos ossos, barras e bolas de ferro na carne… nunca estivemos tão perto de criar robôs. Embora eu não veja no futuro, um robô todo de ferro a pôr uma bola de carne junto ao sobrolho.

Ontem ter visto a namorada do meu amigo fez-me questionar a origem dos piercings… eu sei que as pessoas pensam logo nas tribos. Pois, mas nós não andamos de tanga, nem vivemos em cabanas, com muita pena minha, na parte da tanga. Enfim, eu acho que o primeiro piercing foi inventado nas obras. Um senhor sem querer deve ter espetado um prego num colega.

-Ai! Ai! Tira-me isto!
- Espera, olha que isso até nem te fica mal! Vira-te lá, agora assim. Olha, também quero um, espeta-me aí!

Também penso na hipótese de isto ter começado por culpa de um médico.

- Ó Sr. Doutor, o meu filho só gosta de música do diabo, veste-se de preto e faz tatuagens na pele, o que é que lhe falta?

- Bem, assim de repente, acho que lhe falta um parafuso.

«Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...»

terça-feira, 13 de Maio de 2008

Estupidez artificial


Nos vossos computadores os documentos novos também se querem suicidar?

No meu, acabo de escrever um documento e ele pergunta-me logo:
«Deseja salvar o documento?»

Calma, ainda agora o fiz, ele já se quer suicidar?

Tenho um amigo que pensava que na pasta «Os meus documentos» tinha de guardar o BI, a carta de condução, o cartão de contribuinte.

E o meu computador é bisbilhoteiro – lê tudo o que faço. Escrevo um mail, selecciono «enviar» e ele diz: «Esta mensagem não tem ‘assunto’, deseja enviar na mesma?»
Espera aí, mas o que eu escrevo não tem assunto porquê?

Cheguei a conclusão que o meu computador não era muito inteligente quando um dia liguei-o sem teclado e no monitor apareceu: «Teclado não encontrado, carregue na tecla f1 para continuar.»

As relações interpessoais alteram-se por completo por causa dos computadores e do uso da internet. Actualmente ouve-se falar em sexo virtual. No meu tempo chamava-se «nos teus sonhos».

É impressionante que as máquinas tenham evoluído tanto e nós continuarmos a pensar que elas ainda se arranjam à base da cacetada. Até porque nós conseguimos atingir o máximo da estupidez quando batemos enraivecidos no monitor…

Quando os computadores estão meio lentos, nós temos sempre aquela necessidade de carregar com mais força nas teclas, como se ele estivesse adormecido e de repente: «Ah! Sim! Desculpe. Estava distraído, O que é para fazer? Ah! Imprimir! É para já.»

terça-feira, 29 de Abril de 2008

Higiene do cocó


Hoje fui cagar.

Durante esse belo acto, dei comigo a pensar: quando o rolo de papel higiénico acaba, o que é que as pessoas fazem com os tubos de cartão que vêm no interior?

Na maioria dos casos, avistar aquele rolo de cartão é sinal de pânico, exactamente por não haver mais papel. Ora, o rolo de cartão, ao ver-nos entrar em pânico, deve pensar: «Olha, este 'tá fodido!»

Para mim, o pequeno tubo de cartão é uma criatura stressada, que passa dias em agonia, a ver o que acontece ao papel higiénico e a prever o pior. Quando chega a vez dele e não usamos para o mesmo fim que o papel higiénico, o rolo de cartão deve ficar sem perceber o que se passou. Uma sensação de alívio seguida de estranheza por não ter sido usado. É capaz de pensar que tem algum defeito.

Isto poderá até ser polémico, porque ao reparar que o resto do rolo é branco e ele mais escuro, o pequeno rolo de cartão pode mesmo chegar a pensar que tal rejeição se trata de racismo.

Ainda hoje, como disse, fui cagar. Apesar de ter acabado o papel, consegui limpar-me como deve ser, mas lá ficou o rolo de cartão a olhar para mim com cara de mau, e mesmo antes de sair ele disse-me:

- Racista! Os mais escuros são sempre marginalizados… nem para limpar cús nos querem!

"Portugal assume outro papel na Europa.
Mais higiénico.
Mais absorvente.
Já não estamos na cauda da Europa.
Agora limpamos a cauda da Europa.
E isso é motivo de orgulho.
Para todos nós."

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Olha um homem de cabeça grande... e laranja


Ontem cruzei-me na rua com um amigo, acompanhado de uma mulher absolutamente fantástica, mas qual não foi o meu espanto quando vi que ele estava com a cabeça enorme, perfeitamente redonda e laranja. Tentei não me mostrar surpreendido com a cabeça – como se isso fosse uma coisa natural -, e também com a mulher atraente com quem ele estava, mas não pude deixar de perguntar, “Então, como é que vai essa cabe… vida?”

- “Pois, cá ando com esta cabeça enorme e laranja.”

- “Mas como é que isso aconteceu?”

- “Se eu te contar não vais acreditar.”

Mas eu não ia ficar por ali, insisti e ele lá contou.

- “Pronto, está bem. Eu encontrei uma lâmpada mágica com um génio lá dentro. Eu estava meio céptico ao inicio, mas depois lá esfreguei aquela porcaria como um idiota e o génio lá saiu. Ah, e já agora, os génios não são assim tão paneleiros como os filmes e os desenhos animados os fazem parecer. Eles na verdade são pessoas normais, como tu e eu, tirando o facto de eu agora ter esta cabeça enorme e laranja… enfim.”

Eu, que até então mantive profundo silêncio, vi-me obrigado a mandá-lo calar. “Epá, pára lá com isso, conta o essencial.” Ele prosseguiu a explicação.

- “Pronto, está bem. Como disse, lá esfreguei aquilo e o génio apareceu. Tal e qual como nas histórias que se contam, ele estava a postos para me conceder três desejos e deu-me tempo para reflectir bem naquilo que mais queria na vida.”

- “O que foi que pediste?”, perguntei já em desespero.

- “Bem, como primeiro desejo pedi 1 milhão de euros. O génio lá levantou o braço direito com o indicador apontado para o céu, disse uma palavra mágica e do nada **puf**, ali estava uma mala cheia de notas de 500. A mala era bonita por acaso, tinha rodinhas e uns puxadores bem janotas…”

Ele mostrou-me o dinheiro e tudo. Fiquei impressionado, mas continuava curioso sobre a cabeça.

- “O segundo desejo foi mais fácil que o primeiro. Pedi ao génio a que me desse a mulher mais bonita, interessante, inteligente e apaixonada do mundo.”

Foi precisamente nesse momento que ele me apresentou a mulher que estava ao seu lado. Realmente tratava-se de um mulherão impossível de ser vista ao vivo. Boa, boa, boa, boa e boa.

- “Isso é incrível! Tu agora és rico e tens esta linda mulher ao teu lado? Mas espera lá… ainda não me explicaste essa cabeça laranja.”

- “Pois, foi exactamente nesse ponto que eu acho que meti água”, disse o meu amigo com uma expressão nitidamente triste. Mas ele lá continuou.

- “Para o meu terceiro desejo, eu pedi uma cabeça grande, redonda e laranja.”

terça-feira, 18 de Março de 2008

Engraçadinhos dos grupos


Olá pessoas, que por uma desafortunada eventualidade entraram neste blogue.

Preciso de dois segundos para largar os pistácios que estou a devorar. Fica difícil escrever e comer esta maravilha ao mesmo tempo.

Pronto. É assim, eu hoje decidi aparecer aqui para falar sobre uns certos indivíduos que me fazem comichão na orelha esquerda. São os engraçadinhos do grupo. De certeza que já saíram à noite num grupo de amigos e notaram que há sempre algum ser que se tenta destacar com piadas feitas, daquelas curtas e secas.

Algumas das piadas já metade do grupo ouviu e avisam-no antes de começar, “olha que já sabemos essa”, mas ele continua, porque num grupo de dez pessoas há sempre um infeliz que desconhece. Cabrão.

Normalmente, quando um grupo sai à noite é para se divertir, beber, conversar e socializar. Ora, ninguém nesse grupo quer um espectáculo de stand-up privado. Aposto que esses monstros, que devoram o convívio de milhares de grupos de amigos espalhados pelo nosso país, ficam em casa a decorar as piadinhas secas e curtas durante horas e horas, para depois poderem forçosamente entreter o público presente, descarregando todo o seu arsenal de piadas. Por exemplo, “Sabem o que diz o tijolo macho para a tijolo fêmea? Há um ciumento entre nós”.

Tiram-me do sério estas piadas.

O meu plano – sim, eu tenho um plano – é acabar com o ataque feroz que estes seres exercem sobre quem menos espera. Para que da próxima vez um engraçadinho não vos apanhe desprevenidos, forneço-vos aqui uma pequena lista de piadas secas para que se defendam desses seres maléficos, que tanto buscam protagonismo no seio dos grupos de amigos. Se souberem mais piadas que ele, vão roubar-lhe toda a atenção que ele procurava, e assim a vida poderá tomar o ser curso normal. Enfim, sinto a responsabilidade de vos treinar para um próximo confronto com um engraçadinho.

Aqui está a lista de piadas feitas e secas… bem secas. Treinem muito:

- Como é que se chamam dois ciganos a andar lado a lado?
- PARA LELOS.

Pergunta um americano a um chinês:
- Do you have elections?
Ao que o chinês responde:
- Yes, yes! Evely molning!

- Quanto custa um selo para mandar uma carta?
- 30 cêntimos!
- E para mandar o baralho inteiro?

- Porque é que os elefantes não podem ser queimados?
- Porque eles já são cinza.

- O que é que o Tarzan diz quando vê uma manada de elefantes à distância?
- "Olha, uma manada de elefantes à distância!"

Diz uma impressora para a outra:
- "Esta folha é tua ou é impressão minha?"

- Era uma vez um cão que respirava do rabo.
Sentou-se, e morreu.

- Como é que se mata uma planta?
- Faz-se-lhe a folha.

Estavam duas vacas a falar, e um amendoim diz para o outro:
- Sabes! Acho que estamos na anedota errada..."

- Quando é que os chineses sabem que a maré está baixa?
- Quando o Bangladesh.

- Quantos elefantes se podem meter num táxi?
- Quatro. (Um ao lado do condutor, três atrás)

- Quantas girafas se podem meter num táxi?
- Nenhuma, está cheio de elefantes.

Pronto, acabou-se a nossa sessão de treino por hoje. Se quiserem saber mais piadas destas contactem-me, mas é provável que não atenda, pois estarei a jogar Ping Pong.

Sim, a foto é só para chamar a atenção.

terça-feira, 11 de Março de 2008

Se limpas o que sujo, és amigo


Ena, que este blogue está cheio de pó. Ora vamos lá dar um jeitinho a isto.

Há uns dias atrás estava a comer amendoins e pensei numa coisa. Lembrei-me que os homens do lixo e aqueles que andam a varrer as ruas têm uma farda que inclui um colete fluorescente e umas faixas reflectoras. A minha pergunta é a seguinte:

Que merda de ideia é essa?

Não acham que o homem já se sente suficientemente triste com a profissão que tem? Acham mesmo necessário vesti-lo de fluorescente? Será assim tão importante que toda a gente repare que é de facto ELE que anda a varrer as ruas e a recolher o lixo de contentor em contentor? Não fossem os amigos duvidar, convém que se fique a saber quem é. Pois olha, é mesmo aquele ali. Aquele que ali vai todo reluzente.

Nem sei como é que nunca se lembraram de lhe colocar o nome nas costas, como os jogadores da bola. Albino Silva! Em letras grandes, não vá passar um gajo meio cegueta e que lhe escape o nome do desafortunado.

Da forma como anda Portugal, caso houvesse um gabinete que atribuísse uma farda a cada pessoa, dependendo da sua profissão, aposto que um assassino receberia uma bem discreta.

- Matou alguém? Vamos vesti-lo de branco, ou creme. Algo que vá bem com o seu tom de pele, e claro, que não dê muito nas vistas.

- Próooooximo!

- Ai anda a recolher lixo? Leve uma farda fluorescente, com dez reflectores em cada braço, para que saibam bem quem você é.

E isto não está correcto. Devíamos estimar o homem do lixo, porque ele é o nosso mafioso. E sabem porquê?

Se por acaso já assistiram a filmes sobre a máfia, já viram concerteza que há sempre um gajo que vai "limpar" a borrada que o mafioso fez. Ou seja, é o cleaner.

Cada um de nós precisa de uma cleaner. Quando andamos a comer a vizinha do terceiro esquerdo, às escondidas da nossa mulher, e a gaja se esquece das cuecas lá no quarto, onde é que pomos aquela cena cheia de renda vermelha? No lixo, pois claro. Ninguém fica a saber. Só o homem do lixo. O nosso mafioso e grande companheiro cleaner, a. k. a. Albino Silva.

Reflictam sobre isto. Na próxima vez que forem deitar um pacote de Yasminelle para o chão, lembrem-se que existe sempre um homem do lixo para nos safar da merda que fazemos. Respeitem todos os trabalhadores modestos e honestos. Ah… e nada de largar porcaria aqui no blogue. O camião do lixo deixou de passar por estes lados já há muito tempo.

quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Quero o bolo!


Tenho uma pequena dúvida. Apesar de pequena, consegue tirar-me o sono, pelo menos, uma vez por ano.

Alguém que me explique, por favor, porque é que se acelera a meio, quando se canta o «Parabéns a você»?

A música tem um inicio morto, com aquela parte do:

«Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida…»

Daqui para a frente é que começa o inferno.

«Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para o menino Pong, uma salva de palmas…»

Esta parte de merda é dita a correr porquê? O que é que se passa? Viram o bolo e de repente ficaram com fome? É que só falta incluir isso na canção:

«…para o menino… uma salva de palmas, vá corta a bolo, despacha-te, estamos cheios de fome! Eeeehhhh!»

As pessoas cantam em sofrimento. Aposto que maior parte dos convidados começam a dar cotoveladas uns aos outros a meio da música e dizem:

- Vamos despachar isto! Vá! Acelera!

E depois há outra coisa… «Parabéns a você»? Porque é que não é «Parabéns a ti»? Eu não trato os meus amigos por você. Esta música é um bocado «tia». Não é?! Só falta ser:

«Parabéns a você, rica, nesta data queriducha! Supé bem, táver?»

Mas isto ia gerar conflitos de classes sociais, porque aí havia os que tinham de cantar:

«Parabéns a ti sócio, nesta data bué de importantes, e prontos!»

Depois de falar sobre isto pensei sobre outra coisa.

Tentar passar uma noite com uma mulher é como ir a uma festa de aniversário. Temos de levar presentes, temos de esperar que ela esteja pronta, e só depois de apagar as luzes é que podemos chegar ao bolo.

sábado, 23 de Fevereiro de 2008

O amor é bonito, mas...


Gostava que muitos amigos meus vissem este texto, para que de uma vez por todas percebessem uma coisa que me irrita imenso.

Irrita-me casais de namorados que saem comigo e passam a noite toda aos melos – beijos, marmelanço, troca de saliva -, como se eu não estivesse ali a ver. Fazem-me sentir com quinze anos novamente, como se estivesse numa discoteca, na matiné das 9h à meia-noite.

Um casal de amigos saiu comigo no outro dia e passaram a noite a paparicarem-se, como se tratasse de um romance entre miúdos do infantário.

- O meu biju quer um beijinho quer? O meu bijuzito quer um miminho quer?

Eu por momentos achei que um deles tinha trazido um hamster no bolso. Mas não. A coisa prolongou-se até ao jantar, quando os dois, antes de fazerem qualquer coisa, ofereciam sempre um pouco da comida que tinham no prato, mas sempre com o maior dos carinhos.

- Será que o meu putchi putchi quer um pouco de camarão?

- O meu picatchu quer arroz? Quer que a picatchuca dê o arroz à boca, quer?

É que dá vontade de gritar.

- Não! O teu pokemón de merda quer é que o deites em cima da mesa e lhe extraias um quisto do estômago, porque, pelos vistos, é onde estás a tentar chegar com esses beijos!

Depois o que pode levar uma pessoa a perder as estribeiras é quando finalmente decide intervir, chamando-os à atenção, mas eles não entendem. Eu, por exemplo, já tentei. Não resultou.

- Desculpem lá, mas vão continuar a noite toda nessa merda?

A resposta… ai a resposta:

- Mas que merda?
- Nisso, do putchi putchi pititi patata, oh caraças.
- Porquê? Há algum problema?
- Não haveria nenhum problema se algum de vocês se chamasse José Castelo Branco.

Mas meus amigos, eu imagino isto a continuar, e em pior escala, quando os dois chegam a casa. Aí é que a coisa se torna perigosa.

Eu questiono-me sempre sobre os nomes que esta gente dá um ao outro em outras situações. Porque se em locais públicos ela chama o namorado de picatchu, putchi, patatoco, ou biju, imagino quando o vê nu!

- Olha o ni pi zu pi titi titi do meu namorado!

O rapaz deve pensar: «Zi pu pi ti ti ti?! E eu que pensava que isto era impressionante!»

Tranquilidade jovens! Eu sei que as relações são fugazes hoje em dia. Há que aproveitar, mas com tino!

Esperem até chegar a casa. Então aí podem magicar à vontade.

quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Vamos "Monopolizar" Lisboa


O jogo do Monopólio está a lançar uma edição Mundial. Para o efeito, tem no portal Monopoly uma votação on-line para eleger as grandes cidades do mundo.

As 22 cidades mais votadas vão constar do tabuleiro desta nova edição mundial. Para tal é necessário fazer o registo e votar por Lisboa! O objectivo é que esta actividade seja divulgada porque Lisboa precisa de ficar dentro das maiores cidades para aparecer no tabuleiro.

Actualmente a nossa capital encontra-se no 42º lugar. Faltam 16 dias para a competição acabar.

Toca a votar!

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Eles andam aí...


Muito se fala de terrorismo nos dias que correm. Ainda há dias vi nas notícias que a Al-Qaeda anda a treinar miúdos que aparentam rondar os 10 ou 13 anos. Isto é de loucos. O futuro do terrorismo evoluirá tanto que poderá ameaçar todas as nações mundiais.

Contudo, não há razões para temer um possível ataque ao nosso pequeno terreno à beira-mar plantado. Sabem porquê? Porque o nosso Portugal está já ocupado por outro tipo de terroristas, que se dão pelo nome de portugueses. Pois é.

Eles atacam especialmente ao domingo à tarde, antes, durante e depois dos jogos de futebol. O perigo que existe com terroristas num aeroporto é o mesmo que existe com adeptos de futebol numa bomba de gasolina.

O perigo desta espécie, que tende a crescer, é tão grande, que o próprio Bin Laden está a pensar criar uma parceria com José Sócrates, mas Sócrates deverá aceitar com duas simples exigências… fazer uma cimeira Ibero-Muçulmana e aparecer nas fotos.

Os portugueses são iguais aos terroristas de Bin Laden, de várias maneiras. Os terroristas dizem, “aqueles americanos… a culpa é sempre deles!”. Enquanto os portugueses dizem, “a culpa é dos árbitros, aqueles filhos d’uma ganda puta!”.

Os terroristas matam-se e rebentam com coisas por amor ao país, já os portugueses, dentro do mesmo conceito, fazem o seguinte: “Eu amo o meu clube, epá amo mesmo, é a minha vida, a minha maior paixão… mas aquele árbitro é que é o culpado, e por causa dele vou rebentar com esta merda toda!”

São um perigo.

~Já para os portugueses sportinguistas a lista de culpados que os fazem rebentar com coisas é bastante vasta, começando por Paulo Bento, passando pelo plantel, acabando na direcção~

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Fumar ou não fumar... será uma questão?


O que é que se faz para que alguém deixe de fumar?

Á imagem da nova lei, vou exemplificar uma forma bem simples de fazer com que alguém deixe de fumar.

Suponhamos que eu saía do meu Ferrari (eu em histórias gosto de me imaginar em grandes carros), e entrava na casa de um amigo. Depois de bater á porta, ele deixava-me entrar. Estava tudo a postos. Sacava da minha Playstation 3 e esperava que chegassem mais amigos.

Ligávamos a consola a diferentes televisões e começávamos a jogar uma maratona infernal de PES 2008.

Com isto, um amigo meu, vamos dar-lhe o nome de Tijelas, perguntava-me o seguinte:

Importas-te que fume?

Eu ia pensar por dois segundos. “Claro”, respondia eu, ciente de que a casa não era minha, portanto nada podia fazer.

Mas assim que ele pusesse o cigarro entre os lábios e puxasse do isqueiro, eu dava-lhe com um ferro na cara. Com força. Para doer mesmo.

“Ora bolas!”, gritava eu. “Foi mesmo sem querer”, continuava eu na minha linda inocência, enquanto ele se recompunha.

“É na boa…” dizia Tijelas ao deitar-se no chão. Para relaxar, o Tijelas ia meter a mão noutro cigarro, quando lhe dava novamente com o ferro na cara.

Tijelas, sempre lento a compreender as coisas, tentava tirar o maço do bolso e estendia os dedos para tirar mais um cigarro. Já com a cara em sangue, ia sentir pena do meu amigo, então dava-lhe com o ferro nos tomates.

Ele não se levantaria nos dez minutos que iriam passar.

Escusado será dizer, que ele deixaria de fumar, nem que fosse por instantes. Aposto que, pelo menos à minha frente, nunca mais voltaria a fumar.

Ora está aí uma bonita lei. Radical? Não. Talibã? Nem por isso. Incoerente? Talvez.

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Duro e Firme

Nem sou muito de colocar vídeos aqui no blogue, mas este está particularmente interessante, e os bons têm de ser destacados. Aprecio comédia de stand-up norte-americana e acredito que vocês também. Portanto considerem isto um regalo, se me permitem o espanholismo.

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Por acaso tenho pernas gordas


Olá.

Tudo bem?

Bem, confesso que tenho enfrentado alguns problemas na minha vida ultimamente, e é sempre positivo desabafar com amigos. Mas deparei-me com algo espantoso, que me leva a pensar em nunca mais desabafar nem pedir mais conselhos.

Nunca se aperceberam que quando uma pessoa vos está a dar um conselho, chegam ao meio da sagrada sugestão e entendem que aquele conselho não é para vocês, porque na verdade a pessoa esta a aconselhar-se a si mesma com o pretexto do vosso problema. É medonho.

As pessoas ao darem conselhos querem que os outros façam o que eles mais desejam na vida deles. Isto é bonito e tem uma ponta de comicidade.

O meu pai, por exemplo, sempre que me liga, dá-me muitos conselhos sobre a vida, mas chega a um ponto que a coisa perde-se um pouco:

- «Deixa a tua mãe! Vai-te embora para longe!»

- «A sério. Ela está a dar cabo de ti!»

- «Não desperdices outros 40 anos da tua vida, tu tinhas talento para ser bailarino. Tu tens corpo de bailarino!»

E é no momento em que desligo quando acho que sou adoptado.